Memória litúrgica dos pastorinhos de Fatima a pedir pelo fim da pandemia

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Celebra-se hoje, dia 20 de fevereiro, a memória litúrgica dos Pastorinhos de Fátima, São Francisco e Santa Jacinta Marto.

No mês de maio de 1918, poucos meses após as últimas aparições de Nossa Senhora aos pastorinhos, chegava a Portugal a Gripe Espanhola ou Pneumónica, que se viria a tornar na pandemia mais mortífera da história humana recente, estimando-se que tenham morrido entre 50 milhões a 100 milhões de pessoas no planeta. Em Portugal terá custado cerca de quase 120 mil mortos.

Foi num país pobre, massacrado pelos efeitos da primeira guerra como a fome, e em plena convulsão social e política, com Sidónio Pais no poder, que a pandemia chegou.

Francisco e Jacinta Marto foram vítimas desta doença. Adoeceram alguns dias antes do Natal de 1918 e morreram com um ano de distância entre eles. Francisco permaneceu sereno durante o decurso da doença, período durante o qual recebeu a primeira Comunhão, tendo morrido a 4 de abril de 1919, antes de completar 11 anos. A sua irmã, Jacinta, sofreu durante um período maior e padeceu mais. Sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi levada para Lisboa a 21 de Janeiro de 1920, para o Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres. A 2 de Fevereiro de 1920, foi internada no Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, onde morreu 18 dias depois, com apenas nove anos.

O P. Luca Roveda, que dirige uma unidade pastoral na província italiana de Pavia, redigiu uma oração aos mais jovens santos do mundo, pedindo pelo fim da pandemia provocada pelo novo coronavírus, e que convidamos a rezar:

Santos Jacinta e Francisco, pequenos videntes de Fátima,
por singular graça escolhidos por Maria Santíssima no seu Coração Imaculado
para se tornarem grandes testemunhas da luz de Cristo,
a vós recorremos hoje, neste momento de emergência sanitária, de dor e de prova.

Há cem anos, ó santas crianças,
vós próprias fostes atingidas pela terrível epidemia de gripe espanhola,
e carregastes com fé no vosso corpo os sinais e as dores
do mal que enfrentastes com maravilhosa fé até à morte cristã.

A nossa Mãe Celeste tinha-vos anunciado a morte prematura,
associando-a à paixão de Cristo pela salvação do mundo,
e vós, na doença e na agonia,
testemunhastes com a contínua oração a total adesão à divina vontade.

Hoje, um século depois,
somos devastados por uma outra terrível epidemia,
e dirigimo-nos a vós com confiança,
para que, através do Coração Imaculado de Maria,
que os vossos olhos viram já aqui na Terra,
possais obter para nós a saúde da alma e do corpo, uma fé forte,
e a capacidade de sermos solidários com quantos estão na doença e na provação.

Vós que, com sorriso gentil e mansidão de coração,
acolhestes os tratamentos médicos,
assisti e protegei todos os médicos e os agentes de saúde
no seu desmedido esforço nesta luta contra a doença.

Protegei as nossas famílias,
fazendo redescobrir a beleza da oração recitada em conjunto,
e em particular o Santo Rosário,
que vós apertastes entre as mãos até ao último respiro.

Convosco, pequenos pastorinhos, e com Maria Santíssima,
nossa Mãe e Guardiã,
com total confiança nos dirigimos a Jesus Cristo, nossa salvação,
que na luz pascal vence o mal e a morte.

Amén.