EUTANÁSIA: comunicado da CEP fala em projetos de lei que «representam um alargamento»

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A Conferência Episcopal Portuguesa “distancia-se” dos projetos de lei sobre a legalização da eutanásia aprovados na Assembleia da República, considerando que “representam um alargamento” para além das situações de “morte iminente”.

“Os projetos de lei aprovados representam um alargamento da legalização da eutanásia e do suicídio assistido para além das situações de morte iminente abrangendo também situações de doença incurável e deficiência, o que aproximará a nossa legislação dos sistemas mais permissivos já existentes, que felizmente são muito poucos”, afirma a CEP em comunicado.

A Assembleia da República aprovou na generalidade quatro projetos de lei apresentados pelo PS, BE, IL e PAN sobre a despenalização da morte medicamente assistida; a proposta de referendo sobre a despenalização da morte medicamente assistida apresentada pelo Chega foi rejeitada no mesmo debate parlamentar.

“A Conferência Episcopal Portuguesa reafirma a sua oposição à legalização da eutanásia e do suicídio assistido e distancia-se de iniciativas legislativas que insistem na sua aprovação, nomeadamente os projetos de lei votados hoje na Assembleia da República”, indica o comunicado da CEP.

No documento enviado à Agência ECCLESIA o episcopado afirma que diante do mandamento “não matarás” todos ficam protegidos, mas diante da “lei dos homens” que permite ao Estado “tirar a vida”, todos ficam “expostos”.

“A dignidade humana, que deve ser garantida sempre e também no fim da vida, não passa pelo direito a pedir a morte mas pela garantia de todos os cuidados para evitar o sofrimento, como indicam os códigos deontológicos dos profissionais de saúde, reafirmados no contexto das reincidentes iniciativas legislativas de alguns grupos parlamentares pelas respetivas ordens profissionais”, acrescenta o comunicado.

O comunicado da CEP lembra que “com a eutanásia e o suicídio assistido não se combate o sofrimento, suprime-se a vida da pessoa que sofre”, alertando para o “o perigo de que haja doentes, especialmente os mais vulneráveis, que se sintam socialmente pressionados a requerer a eutanásia, porque se sentem ’a mais’ ou ‘um peso’ em termos familiares e sociais”, propagando “a cultura do descartável continuamente denunciada pelo Papa Francisco”.

Mais, em Agencia Ecclesia