Bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, morre em acidente de carro

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Morreu esta sexta-feira o bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira. A notícia foi confirmada à Renascença pelo secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Barbosa.

D. Anacleto Oliveira morreu na sequência de um despiste de automóvel, Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, que ocorreu ao fim da manhã desta sexta-feira.

De acordo com a Agência Lusa, fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local e o corpo foi encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja.

D. Anacleto Oliveira nasceu a 17 de julho de 1949, na freguesia de Cortes, em Leiria, e foi ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1970; após a ordenação, estudou Sagrada Escritura em Roma e na Alemanha, onde foi capelão de uma comunidade portuguesa durante 10 anos.

Nomeado bispo para auxiliar de Lisboa em 2005, D. Anacleto Oliveira foi ordenado bispo no Santuário de Fátima no dia 24 de abril desse ano por D. Serafim Ferreira e Silva, então Bispo da Diocese de Leiria-Fátima.

No dia 11 de junho de 2010 D. Anacleto Oliveira foi nomeado bispo de Viana do Castelo, o quarto bispo da diocese criada pelo Papa Paulo VI em 1977.

Este verão, D. Anacleto Oliveira assinalou no dia 14 de agosto os 10 anos de bispo de Viana do Castelo e 50 de ordenação sacerdotal.

Em declarações à agência Ecclesia por ocasião do jubileu sacerdotal, D. Anacleto Oliveira recordou o dia em que chegou a Viana do Castelo, a 15 de agosto de 2010, para onde foi “à aventura”.

“Estava um calor infernal nesse dia, vim para aqui às escuras, não conhecia o Minho nem procurei conhecer, apenas me informei o que era Viana do Castelo e vim à aventura”, lembra.

Dez anos depois o D. Anacleto dizia que se sente bem no Minho e, quando está for,a sente saudades e gosta da “maneira de ser minhota, extrovertida e brincalhona”.

“Eu sinto-me bem aqui e quando estou fora sinto saudades de Viana. É difícil não se enamorar por esta diocese, encontramos aqui pessoas tão boas e de quem recebemos muito e muitas lições, são pessoas muito abertas à mensagem que procuramos transmitir e isso é compensador para nós”, afirmou.

in Renascença