26 de julho, dia de recordar os avós

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A celebração do Dia dos Avós acontece a 26 de Julho, por este ser o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus. A data foi instituída pela Assembleia da República em 2003.

O culto aos pais da Virgem Maria foi tardio no Ocidente, com início tímido em torno de 900-1000, enquanto no Oriente cristão já no século VI havia manifestações litúrgicas relevantes, especialmente em ligação com as festas marianas como a Conceção e a Natividade. Foi o papa Gregório XII que apontou, em 1584, a sua festa litúrgica para 26 de julho.

O nome de Ana deriva do hebraico Hannah (graça), ao passo que Joaquim significa, sempre do hebraico, “Deus torna fortes”. Apesar de sobre Ana haver poucas notícias, e ainda

para mais provenientes de textos não oficiais e canónicos, o seu culto está extremamente difundido quer no Oriente como no Ocidente.

De duas figuras tão importantes na história da salvação não há qualquer vestígio nos Evangelhos canónicos. Sobre elas fala amplamente o Protoevangelho de S. Tiago, um evangelho apócrifo do século II. As elaborações posteriores desse documento acrescentariam outros detalhes, que apenas a devoção ditava. Segundo essas fontes, Ana era uma israelita da tribo de Judá, filha do sacerdote Mathan, de descendência do rei David, personagem basilar da identidade judaica.

O Protoevangelho de S. Tiago narra que Joaquim, esposo de Ana, era um homem piedoso e muito rico, e habitava próximo de Jerusalém, próximo da piscina de Betzatá (referida, no Novo Testamento, no início do capítulo 5 do Evangelho segundo S. João, a propósito da cura, por parte de Jesus, de um paralítico).

A primeira manifestação do culto no Oriente remonta ao tempo do imperador Justiniano, que fez construir cerca de 550, em Constantinopla, uma igreja em honra de Santa Ana. A afirmação do culto no Ocidente foi gradual, tendo sido potenciada pelas numerosas relíquias trazidas pelas Cruzadas; a imagem de Ana encontra-se já no século V, mas o seu culto começa em torno do século X em Nápoles, tendo atingido a máxima difusão no século XV, de tal modo que Gregório XIII decide estender a sua evocação a toda a Igreja.

Joaquim foi deixado discretamente à parte durante longos séculos, e depois inserido nas celebrações em data diferente; Ana a 25 de julho pelos gregos no Oriente, e a 26 de julho pelos latinos no Ocidente. Desde 1584 Joaquim foi recordado primeiro a 20 de março, depois, em 1788, no domingo da oitava da Assunção de Nossa Senhora; em 1913 estabeleceu-se a 16 de agosto, tendo mais tarde passado a ser evocado na mesma data de Ana.