2020: um ano com menos casamentos e menos nascimentos

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Um ano de pandemia não se mede apenas com indicadores de saúde pública ou com dados de contágios e mortes pelo covid-19. Também não se mede pelas mortes colaterais ou pelas dificuldades económicas, sociais e educativas. É o que demonstram outros dados apresentados pela Rádio Renascença.

Em 2020, a reciclagem cresceu 13%, “desapareceram” 100 mil atletas federados, foram vendidos menos livros (9%) e os jogos e apostas online bateram recordes. Houve uma queda de quase 50% no número de casamentos e a natalidade teve o pior registo desde 2015. A taxa de abandono escolar atingiu um mínimo histórico. E apesar da crise que se advinha, o número de transações imobiliárias duplicou.

Em 2020, cerca de 85.500 bebés nasceram em Portugal em 2020, o valor mais baixo desde 2015, ano em que foram realizados 85.056 “testes do pezinho”, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge. No ano passado foram estudados 85.456 recém-nascidos, menos 1908 bebés do que em 2019 (87.364), no âmbito Programa Nacional de Rastreio Neonatal, que cobre a quase totalidade dos nascimentos em Portugal.

Entre janeiro e novembro do ano passado, foram registados em Portugal 17.356 casamentos, uma redução de quase 50% face ao ano inteiro de 2019 (33.272), de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística.

Em 2018, foram 34.637; 33.634 em 2017; 32 399 em 2016; 32 393 em 2015; 31.478 em 2014; 31.998 em 2013; 34.423 em 2012; 36.035 em 2011.

A única variação significativa na última década ocorreu entre 2013 e 2015, período correspondente aos ditos anos da Troika. Ainda assim, a variação, por comparação com a de anos anteriores, foi mínima.

Fonte: Rádio Renascença